sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

ADEUS ANO VELHO, FELIZ ANO NOVO

Em janeiro deste ano fiz um post sobre passagem de ano. Atrasadinho né, porque 2010 já estava efetivado no posto. Na época, dei o nome ao texto de ADEUS ANO VELHO, FELIZ ANO VELHO. Não vou explicar mais nada dele. Ficou curioso? Tá aí no arquivo, é só dar uma chegadinha lá e ler.
Pois bem, dessa vez o título é outro, simplesmente porque 2011 virá com muitas mudanças. Tudo vai dar certo, eu sei, e vou aqui manter um velho hábito adquirido, que vem funcionando bem ao longo da minha existência. Aprendi a não pedir, tão somente agradecer, então nessa mensagem de final de ano vou deixar pros bons leitores um videozinho de arrepiar.
Então, é isso.
Feliz Ano Todo pessoal!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

ME DÁ UM DINHEIRO AÍ

Nada como ser raposa e tomar conta do galinheiro. No apagar das luzes deste mandado, nobres deputados votam aumento de... seus próprios salários. Quem se reelegeu e vai continuar já pode contar com uns trocadinhos a mais pras suas miudezas. Quem está chegando agora, pensa "dei sorte". Pois é, o Tiririca pensou em voz alta.
Bom, avaliando em termos absolutos, o salário bruto nem seria tanto assim, se comparado à iniciativa privada. Diretores de grandes empresas, celebridades do mundo do esporte ou da TV tiram essa grana no troco. Mas aí entram várias diferenças. Primeiro que na iniciativa privada o que o cara ganha é diretamente proporcional ao que ele produz. No raciocínio básico do básico, o profissional estaria gerando para o seu pagador muito, mas muuuuiiito mais do que aquilo que cai na sua conta no final do mês. Outra diferença, essa ainda mais gritante, é que o pagador não paga ninguém com a minha grana, ou com a sua. No caso dos parlamentares sim, quem tira o dinheirinho suado do bolso é o povo. Mais uma, esse salarinho básico de mais de 25 mil dos deputados é limpinho, porque eles não gastam com absolutamente nada, já que tem verba pra tudo. Numa conta rasa, cada um deles custa mais de 100 pau por mês. E aí fica a pergunta: Pra que?
Mas, surpresa! Aí vem a cavalaria! Os jornais de hoje noticiam que o Judiciário pretente mover ação contra esse aumento abusivo dos que legislam em causa própria. Nossa, muito nobre, não fosse a sequência da notícia, informando que o motivo da ação não se refere a nada disso. O que acontece é que o Judiciário acha que o SEU aumento deveria ter sido votado ANTES.
Ainda bem que são só três poderes heim? Já pensou se fossem assim, uns cinco?  

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A EVOLUÇÃO DAS COISAS

Oba! Finalmente amenidades cotidianas de volta no blog.
Tem muito tempo que não lavo roupa, mas nas últimas semanas, não por vontade, mas contingências, tenho feito isso. A mão. É, não tenho máquina de lavar, nunca tive, e não por maldade com quem pago pra lavar. Quando eu mesmo lavava, também não tinha. Tô fazendo assim, hoje umas pecinhas, amanhã outras, nada de trouxa na beira do rio não.
Então, um tempão sem fazer, parece que não tenho acertado muito. As vezes acho que tô usando sabão em pó de mais, outras penso que pus amaciante de menos, e tudo no olhometro, medida que só funciona muito bem no ritmo que se pratica. A mesma coisa com cozinha. Sei cozinhar, cozinho bem, mas atualmente não sei se acertaria com as pitadas disso ou daquilo, ou com o sal a gosto. Talvez tenha perdido a mão, já que nem fogão tenho há uns bons 12 anos.
Enfim, fui vestir uma camisa hoje, senti que estava meio dura, mesmo depois de martelada no ferro de passar. Sabe roupa de madeira? Pois é, provavelmente falha no amaciante. Daí me veio esse pensamento: Há quanto tempo existe amaciante? Sei que na minha infância, adolescência, ou breve juventude quando ainda morava com os pais, lá não usava. Depois, já fugido de casa, época que com certeza tinha eu mesmo que ir pro tanque, também não usava. 
E aí, o corpo da gente não percebia que a roupa tava dura? O uso do amaciante torna a pele das pessoas mais sensíveis? Muito gozado isso, como meros hábitos quase sempre acabam virando necessidades. 

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

NATURALMENTE NATURAL

Pois é, no último post eu falei que ia virar o disco, acontece que encontrei esse vídeo tãããããooo legal num blog meu amigo, que não resisti. Olha só como em 30 segundos essas velhinhas dizem tudo o que a gente vem escrevendo em páginas e mais páginas...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

PALAVRAS CRUZADAS

bom, vou ter que concordar. Este blog não anda falando de tudo, tá mais pra um sambinha de uma nota só. Depois do longo período com ênfase nas eleições, agora toda hora tem assunto gay. É, mas fazer o que, a gente tenta ser atual, e a coisa tá pegando fogo nos últimos dias. Talvez com este post eu consiga não fechar o ciclo, que isso seria impossível, mas pelo menos depois dar uma espairecida e voltar realmente a falar de tudo, mesmo sendo este um blog sobre nada.
Então, toda hora tem alguém pontuando umas coisas loucas sobre ditadura gay, heterofobia e  idéias malucas que uma lei contra a homofobia viria a criar super cidadãos com privilégios especiais. Estranho como cada um vê o que quer né? Certo, certo, alguém pode argumentar que eu também vejo o que quero, mas tento sempre argumentar e de forma alguma desqualifico pensamentos diferentes dos meus, ou aquilo que cada um tá querendo ver, desde que também venha acompanhado de argumentos. Acontece que o mais estranho nisso tudo é existir a discussão e mais, a necessidade de uma lei. Sim, porque infelizmente ela é necessária, para garantir que "aos heteros, seus direitos, nada menos e aos homo seus direitos, nada mais" (frase que li e achei bacana demais, sintetizando que a busca é somente pela igualdade). O estranho de haver a discussão é porque heteros e homos são exatamente iguais, a única diferença é a preferência por amar-transar com gente de sexo diferente ou de sexo igual, o que no final das contas só deveria interessar a quem está transando. Mas enfim, como o ser humano é realmente complexo, isso vira um cavalo de batalha e criam-se situações bizarras, como gays precisando contar aos pais como escolhem seus parceiros sexuais ou ocultando isso nas rodas de cafezinho. Realmente um mundo bizarro onde a sexualidade define a pessoa, até mesmo como referência. Isso no caso gay, lógico, porque com certeza você nunca ouviu alguém dizer tá vendo aquele hetero lá? Heteros são médico, advogado, lixeiro. Homos são médico-gay, advogado-gay, lixeiro-gay.
Enfim, pra encerrar o post, o que está acontecendo no momento é que gays são os novos negros. É, toda a confusão vem na esteira da visibilidade. Negros nunca puderam disfarçar que eram negros, e daí vem o seu maior número de conquistas enquanto grupo discriminado. Porque a opção é uma só, enfrentar ou enfrentar, e ninguém quer ser tratado eternamente como cidadão de segunda em direitos, principalmente tendo os mesmos deveres que os da primeira classe. Como nem tudo são flores, e os negros que o digam, essa visibilidade pode causar estranhamento, reações e desconforto, mas é a única forma de buscar igualdade. Quando todo mundo souber que tem gay em casa, vai entender melhor o gay da rua.
Fechando a história, fica uma dica. Sempre que você achar que há exagero em alguma situação envolvendo homofobia, faça uma troca de palavras. Onde estava bicha, coloque negro, onde lia-se viado, coloque macaco. Se deu aí aquele ar de racismo que pode até te levar pra prisão, tá confirmado, a situação era mesmo de homofobia.
Pra amenizar um pouquinho o tom sério da coisa, fica esse videozinho super legal da comediante Wanda Sykes, que além de negra, é lésbica.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

QUE BEIJINHO DOCE

Entre besteiras faladas por reitor de Universidade, jovem baleado e outros agredidos com lâmpadas fluorescentes na rua, estamos com uma semana agitada no campo da homofobia, aquela coisa que não existe e que, portanto, não precisa de nenhuma lei contra ela, dado o risco de se criar uma cidadania especial para estes privilegiados.
Paralelo a isso tudo, aconteceu outra coisinha, e é pra ela que eu quero chamar atenção neste post. Antes de falar o que é, ressalto que a aprovação de uma lei torna-se cada vez mais urgente e necessária, porém mais necessária e eficaz ainda é a batalha por uma nova consciência moral. Sim, porque não existe lei no mundo que possa regulamentar uma sociedade com moral retrograda e discriminatória.
Vamos ao fato. Você deve ter lido por aí a história do garoto de 18 anos que foi preso em um shopping por beijar um outro menino, este menor de idade, com 13 anos. Preso aqui quer dizer preso mesmo, não só enxotado do local, como de hábito os seguranças costumam fazer nestes casos home com home. O carinha foi indiciado pelo chamado estupro de vulnerável, porque mesmo o menor afirmando ter consentido o beijo, o fato de ter menos de 14 anos faz com que ele não tenha como responder por seus próprios atos.
Enfim, a história foi essa. Onde eu quero chegar com isso? Bom, tenho nojo de pedofilia, até já teve post aqui sobre isso. Abuso de criança e velho é mesmo o fim da picada. Boa oportunidade também pra lembrar que pedofilia é uma coisa, homossexualidade outra. É, pode ser meio estranho eu tá falando isso, mas por incrível que pareça tem muita gente que associa uma coisa com a outra. Um pouco eu acho até que é porque os casos de pedófilos mais badalados envolvem padres, e quase sempre eles quebram o pau é com minino home mesmo né? Pois bem, na complexidade dessa pegação inter-idades, tem muito detalhe técnico, e por isso esse caso não configura pedofilia, que só rola quando o menor tem menos de 12 anos. Tá bom, concordo, já tô divagando demais. Então, direto ao ponto:
Não, eu não acho que o menino de 18 anos foi injustiçado, se existe a lei, e ele tava infringindo, certo que sofresse as consequências. Agora, onde entra aquilo láááá de cima, sobre moral? Simples. Quantas vezes você já viu carinha de 18 anos ou mais pegando menininha? É, cinema, praça de alimentação, corredor, qualquer lugar de shopping. Ou nos shoppings a gente só vê casal hetero da mesma idade? E fora de shopping? Você nunca viu garoto mais velho dando uns malhos em menina menor de idade? Pois é, agora me fala, quantos deles foram presos? Quantos foram, no mínimo, advertidos pela segurança de onde quer que fosse?
Então, é isso. Não há lei que dê jeito enquanto casos iguais não forem tratados de forma igual. Se o problema é a diferença de idade, dentro dos parâmetros previstos em lei, que se prenda todo mundo, independente de orientação sexual. Me fala, vai ter cadeia pra esse povo todo? Acho que não né? 

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

QUE QUE EU FALEI?

Olha só, não tem horas que a gente tem vontade de ficar dizendo não te falei, não te falei? Pois é, geralmente é meio chato e meio chutar cachorro morto, porque quase sempre se refere a avisarmos alguém de alguma coisa, a pessoa se recusar a escutar e logo lá na frente quebrar a cara. É, não é legal fazer isso não, melhor fingir que não falou nada e ser solidário com a queda do outro, ainda que por dentro você sinta o gostinho da vitória, aquela coisa boa de confirmar que tinha razão.
Bom, no caso aqui não tem grandes problemas, porque não se trata de situação pessoal nenhuma. O comentário é em cima da tal saídinha de banco, o golpe praticado pra roubar quem tá saindo, obviamente, do banco. Em maio desse ano teve muito blablablá em cima disso aqui em BH, por conta de umas tragédias, até com morte, em consequência dessa modalidade de pilantragem.
Então, na época, vieram com o papo de proibir uso de celular dentro das agências e outra providências meio sem sentido (na minha opinião), pra tentar diminuir a frequência, que tava demais. Palpiteiro que sou, falei sobre isso aqui no blog, mais precisamente em 06 de maio, fazendo diversas ponderações. Não vou encher o saco de ninguém e esticar o post escrevendo tudo de novo. Quem tiver curiosidade dá uma passadinha lá. Adianto que vale a pena, sem nenhuma pretensão, julgando apenas que se você lê o blog (tá lendo aqui agora né) deve gostar, ainda que mais ou menos, e este post foi legal.
prá concluir o não te falei, não te falei?, essa semana prenderam a tesoureira de uma agência onde a aplicação da tal saídinha era constante. Por que? Pela cumplicidade com a quadrilha que agia lá na porta. Viu só? Ah, pra entender melhor, vai lá no dia 06 de maio e lê vai. Por favor...  :-)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

NINGUÉM É OBRIGADO

Você já pensou em ser Presidente do Brasil? A burocrata de carreira Dilma nunca tinha pensado, até uns dois anos atrás. Não tô falando nenhuma novidade. É só imaginar uma pessoa de 62 anos que nunca concorreu numa eleição, nem que fosse pra vereadora. Mais, essa pessoa esteve praticamente toda a vida profissional ligada ao serviço público, ocupando cargos por indicação, o que de certa forma aproxima da política e políticos, com sério risco de contrair o vírus eleitoreiro. Pensa bem, passava pela cabeça dessa pessoa um dia na vida concorrer, na primeira eleição, prá Presidente? 
Pois é, essa foi uma das minhas encucações nesse processo todo: Quais as razões por trás de se inventar, a tal grau de invencionice, uma candidata? Enfim, venceu, por voto, o que é importante, e é mais que legitima. Agora esperar os resultados nesses próximos quatro anos que virão.
É, ninguém é obrigado. Ninguém é obrigado a votar. Esse papo de voto obrigatório torna-se uma grande piada quando mais de 20%, vinteporcento das pessoas, resolvem que não vão votar, e não votam. Em números de milhões, são 29.197.152. Já imaginou que tantão de gente é isso? A Presidente se elegeu com 55.752.529, ou seja, menos que o dobro de eleitores que simplesmente resolveram não dar as caras no voto obrigatório.
certo, eu falei que não votar é votar. Mas lembra que falei isso sobre voto nulo? Então, a diferença é total. Quando você anula um voto, você votou, manifestou sua opinião, disse que nenhuma das propostas atendia seus anseios ou expectativas. Já quando você se abstem, não dá recado nenhum, a não ser o recado que resolveu curtir o feriado. Parece que tô malhando? Não tô, nada contra, eu acho que antes de ser um dever, o voto é um direito. E exerce esse direito quem quer.
Aqui, mas vamos parar de falar em voto obrigatório? Obrigatório pra quem? Não basta ter um título de eleitor que não serve pra votar? Pra que mais piada gente?

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

NÃO VOTAR É VOTAR

Este post vem com o objetivo de desagarrar o blog. Pois é, muito tempo sem postar, e sinto que  foi pelo incomodo de ter ficado preso nessa onda política em função das eleições. Depois de hoje espero dar um refresco do assunto e assim, quem sabe, ter maior empenho para escrever.
Então, dando sequencia às postagens anteriores, muita água passou por baixo da ponte. O segundo turno não foi lá essas coisas, ninguém apresentou nada de concreto, choveram denuncias e escandalos e as posições cristalizadas trataram de cegar a turma. O que falam do meu candidato é boato, mentira, complô e o que falam do outro é verdade verdadeira. E vice versa. Enfim, ninguém convence ninguém. Sei que no final das contas um dos dois vai ter que ganhar, só gostaria que houvesse a consciência de ter ganho com voto crítico, e não recebendo um cheque assinado em branco.
Naquele lance lá de casamento gay, lei de homofobia e parará, os dois candidatos conseguiram se igualar. Ambos firmaram os mesmos compromissos com grupos religiosos retrogrados, pisoteando histórias partidárias e pessoais em função de uns votinhos. Obvio que este não pode ser o único aspecto a ser pensado na hora de votar, porém dá o tom do que foi (tem sido, ainda não acabou) a campanha em geral. O discurso se adequa à platéia, e vamo que vamo.
Sobre o título do post, quando digo que não votar significa votar, falo simplesmente porque acho que existem três opções, bastando a gente incluir "nenhuma das anteriores". Muita gente critica o voto nulo, eu não só já critiquei como até fiz um espetáculo que abordava o tema, uma peça de encomenda de ex-estatal depois privatizada que falava de cidadania para os jovens. Na sequência do impeachment do Collor tinha até cena com os cara pintadas. Sabe né, aquele pessoal que acha que derrubou um presidente. O tempo passa, a política nos dá lições espiritualizadas do perdão e esse hoje é um dos companheiros do companheiro presidente. Ah, quem lembra da campanha de 89 sabe muito bem o grau de altruísmo contido nesse perdão. Políticos são bem legais né?
Uma pessoa me falou: Voto branco ou nulo, eu nem dormiria. Meu voto é sagrado, e vale ouro. Concordo, e mesmo que não fosse obrigatório votar, eu votaria. Mas digo o seguinte, o voto nulo vale o mesmo ouro, porque representa a sua escolha, e a escolha que a gente faz, essa sim, é de ouro. Não dá pra na hora de escolher, optar pelo menos pior, o voto de ouro é pra ser usado com o melhor, e pronto.
Enfim, nada disso quer dizer que no domingo anularei o meu voto, afinal todo mundo sabe que o voto é secreto né?  ;-) 

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

DIGA SIM PRA MIM

Pois é, de novo o casamento gay. Acho essa história uma das coisas mais sem sentido da face da terra. Uai, a quem mais pode interessar um casamento senão a quem está casando? Realmente não dá pra entender no que o estado civil de duas pessoas interfere na vida das outras. Ah, você não acha certo home com home nem mulhé com mulhé? O problema é seu, e o direito também é seu. Não ache, mas também não encha o saco, só isso.
Fato é que virou tema de campanha eleitoral, essa que tá rolando, pra eleger o mais carola, candidatos a coroinha e filha de maria. Ahn? É eleição pra Presidente da República? Nossa, desculpa a mancada, mas é que não tá parecendo.
Bom, José Serra declara que é a favor dos direitos civis, mas que casamento é com as igrejas. Sei lá, mas eu penso que deve ser isso mesmo que todo mundo quer quando fala de casamento gay. Não acho que são muitos os que defendem o direito de entrar na Igreja ao som da marcha nupcial não. Daí rola que Dilma vai assinar uma carta lá pros evangélicos de compromisso contra casamento gay e aborto. Já viu isso? Colocar aborto e casamento gay no mesmo balaio? Faz favor né... Por enquanto é bo-a-to. Vamos ver se essa carta aparece mesmo, e aí conhecer o que de fato a madame assinou.
Engraçado que o Estado é laico e que Marina Silva, a única candidata realmente comprometida declarada e assumida com questões de fé, não misturou as coisas. Depois dela que virou essa guerra santa mais maluca. Enfim, coerência não é pra qualquer um mesmo não né?

terça-feira, 12 de outubro de 2010

AMIGAS DO PEITO

Hmmm... Primeiro vamos supor que você é mulher. Tá, se você é mulher mesmo, não precisa nem supor. Agora vamos pensar que você, por mérito ou relacionamento, arrumou uma boca num serviço público. Gente boa demais, você engatou uma amiga lá também.
Passou um tempinho, você sempre proativa, já está noutro lugar. Um lugar melhor. Como é bem difícil gente em quem confiar, você pegou aquela sua amiga e levou junto. E assim foram as duas, degrau em degrau, passo a passo, amigas de fé, irmãs, camaradas.
De repente, do nada, você se vê lançada num patamar inimaginável pela sua história de vida burocrática. Amigona como sempre foi, dessa vez você não coloca a sua coleguinha um passo atrás de você não. Num gesto de pura fraternidade, você simplesmente coloca a tal exatamente no seu lugar, que acabou de vagar. Pois é, história emocionante que faz a gente acreditar nas relações humanas né não?
Bom, mas não acabou aqui. De repente, do nada de novo, começam a estourar atividades escusas daquela que foi sua parceira de trabalho, e afeto, durante longos anos. Parentalha, amigos de parentalha, amigos de amigos, uma corrente que mata a gente (quem tem medo sai da frente) de um povo muito esfomeado, que foi metendo a mão onde dava, catando centavo por centavo do dinheiro público que estivesse ao seu alcance.
Pergunta 1: É possível que você não soubesse de nada disso? Ram-ram, possível é sim, afinal, tudo é possível.
Pergunta 2: É provável que você soubesse de tudo? É... bastante provável né?
Historinha hipotética, só pra gente brincar um pouco aqui.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

BENT É NECESSÁRIO - II

"Bent" está de volta nesse final de semana. São só três apresentações, hoje e amanhã às 20h e no domingo às 19h, no Teatro Alterosa. Você que é de BH sabe bem onde é, e é bem central, facinho de ir. Você que não é de BH acabou de saber que é um teatro fácil de ir, então já tem uma boa programação no seu passeio na nossa cidade tão bacana. Tá adorando não tá? Pode falar. :-)
Bom, já postei sobre o espetáculo aqui na época da estréia, e agora tô falando de novo, porque além de gostar da montagem acho que o tema é super oportuno, principalmente em época de eleição. Não vou te dar o trabalho de caçar aqui no blog. Vou reproduzir abaixo, apenas com algumas atualizações:

Vou muito ao teatro, por lazer e dever. Atualmente mais por lazer, já que o dever está meio no subjetivo, aquele caso que a gente vai porque é do meio, mas não com tanta obrigação quanto, por exemplo, quando é jurado de prêmio.
Nessas andanças culturais dei com os costados no Teatro Kléber Junqueira, espaço diferenciado que é um caso à parte em BH, geograficamente até meio fora do circuito. Talvez futuramente seja tema de comentário em um outro post aqui no blog. Só prá adiantar, gosto muito da proposta toda da casa.
Fui lá porque queria ver "Bent". Tinha muuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiitos anos que queria ver uma montagem dessa peça, que em alguns rasgos de entusiasmo cheguei a pensar em produzir. Mas, como na piada, sou assim. Se tenho vontade de trampar pesado, fico quietinho que aí a vontade passa.
Este texto, sucesso nos EUA e em filme, foi um dos maiores, senão o maior trunfo do diretor paulista Roberto Vignati, com quem tive a oportunidade de trabalhar em duas ocasiões. Com seu sotaque característico, Vignati falava toda hora de "Bent", sempre com orgulho e bem feliz dos resultados financeiros. Outros tempos caro Vignati...
Bom, muita enrolação prá chegar na história. Um homossexual, preso num campo de concentração nazista, desenvolve uma paixão/amor por um judeu. Este também homo, mas dentro do armário. Pois é, em campo de concentração valia mais a pena ser judeu que gay. Prá quem não conhece este lado da história, os gays, que nem eram "gays" naquela época, foram tão perseguidos pelo regime de Hitler quanto os judeus. Talvez até mais, por serem considerados os últimos na cadeia evolutiva dentro de tão brilhante ideologia. Em vez de estrela amarela no uniforme, triângulo rosa. Bonitinho né?
Kléber Junqueira (é, o nome do ator é o mesmo do teatro) e sua trupe desenvolvem o espetáculo com emoção pouco vista nos palcos atuais. Com um elenco de apoio afinado, ele e Vinicius di Castro (respectivamente o judeu gay no armário e o assumidíssimo com triangulo rosa na camisa), envolvem a platéia no jogo de sedução, e depois amor, em performances memoráveis, carregadas de verdade.
Na cena mais badalada da peça, eles transam sem se tocarem, uma vez que o contato físico era proibido e vigiado. É um momento muito legal, com boa pegada de erotismo. Não deixa de ser engraçado ver senhoras sentadinhas ouvindo os caras dizerem pau, e o que fazer com ele, até atingirem o orgasmo. É curioso observar, mas aqui, não tem nada de chulo viu, na verdade tudo soa muito poético. Fato é que, o que em outros tempos foi algo criativo e surpreendente, naturalmente hoje ganha novos contornos. Isso porque na época transar era no pega prá capar mesmo né, e hoje muuuiiita gente faz sexo sem se tocar. Alguns inclusive SÓ fazem assim. Os orfãos do 145 e usuários de chats de sacanagem de internet sabem bem o que eu tô dizendo. Agora, de forma alguma isso desqualifica ou enfraquece este momento, que com certeza é um dos pontos altos do espetáculo. Confesso que fiquei até um pouquinho sem graça de lembrar disso durante a peça, me senti meio fútil diante de tanta carga dramática. Mas fazer o que, pensei uai...
Enfim, "Bent" é necessário. Não fosse pela belíssima produção, esmerada não somente no que diz respeito ao elenco, mas também em todo o entorno de cenários, figurinos, iluminação e trilha sonora, valeria pela bandeira que levanta. Ééééé gente, precisa levantar bandeira sim. Em um tempo onde cada vez mais se procura tapar o sol com a peneira, precisa ser dito que iguais são tratados como diferentes.
Não adianta a Revista Veja estampar em matéria de capa que não existe preconceito e que jovens convivem bem socialmente com a homossexualidade. Não adianta a Rede Globo fazer materinha com pais e mães que "aceitam" a "condição" de seus filhos. Tá certo, pelo menos hoje uns põe a cara prá bater, e em circulação de mídia nacional. Mas isso, de forma alguma, reflete a realidade. Tentativas descaradas de esvaziar a militância, justamente diante de possibilidades concretas de conquistas, precisam do contraponto de obras como "Bent".
É datada? Ram-ram, lê jornal. Existe país implantando até pena de morte para quem tem como crime somente o fato de amar, ou no português rasgado, TER TESÃO por alguém do mesmo sexo. E aqui, no mesmo Brasil das materinhas cor de rosa, jornalzinho fuleiro e anonimo de universitários manda jogar bosta em gays no campus. Aí vem a Veja com pesquisa feita sei lá com quem dizer que os mais novinhos nâo vêm em sua sexualidade motivos de luta, mas sim algo natural. Uai, isso aí todo mundo sabe, só falta combinar com os homofóbicos. É bem hilário ver pessoas candidatas ao troféu cabeça boa por terem amigos gays dizerem que tudo bem, mas seja discreto. Tomá no sul né não? Discreto por que, se não tem nada demais?
Aff, quebra de promessa de posts curtos. Terminando este quase seminário, fica a dica-recomendação-indicação-intimação. Se você ainda não viu "Bent", não perca mais tempo. A partir daqui o post fica atualizado, com as informações de local e horário lá do principinho.
Pois é, vai lá.


domingo, 3 de outubro de 2010

OBA! AINDA TEM MAIS!

, não foi beeeeemmm o segundo turno que o blog aqui vinha correndo atrás né, mas só de ter já tá de bom tamanho.
Acho que o recado das urnas foi super importante, mostrando que o Brasil não tem dono e que o eleitor brasileiro não pode mais ser tão subestimado. A estratégia do plebiscito foi por água abaixo, o maniqueísmo de bonzinhos contra mauzinhos não colou e a campanha infantilóide agora vai TER que chegar ao fim. Ninguém foi as urnas pra eleger uma mãe ou um pai.
De agora até o final do mês esse povo vai TER que fazer uma campanha séria, com propostas, cartas na mesa e transparência.
Marina foi fun-da-men-tal nessa mexida. A sua participação colocou o processo nos trilhos e abriu os olhos de muita gente.
Enquanto isso, ummilhãotrezentosequarentamilvotos. Tiririca levando muita gente com ele pra Camara dos Deputados. Pois é, nem tudo pode ser perfeito.

VOTAR É BOM

Fui, votei e voltei :-)
não digo em quem, porque, você sabe, o voto é secreto.
Hoje me falaram - "quando eu fizer 70 anos não voto mais". Eu não, acho que enquanto tiver jeito, físico e institucional, vou continuar adorando este dia e esta época. Adoro o período de eleições. O noticiário, os debates, programa na TV (devo ser o único que gosta), até mesmo as discordâncias. Embora muitas vezes algumas posições me irritem e algumas mentiras firam os ouvidos, a diversidade me parece sempre mais saudável do que os silêncios impostos.
Uma coisa que não entendo e uma que não concordo.
Não entendo: Por que votamos em dois senadores? Ainda não vi nenhuma explicação convincente. Na verdade, nenhuma explicação. Ponto.
Não concordo, e não concordo de jeito nenhum: Quem se elegeu há dois anos, seja pra que cargo for, não deveria poder se candidatar sem cumprir seu mandado. Foda isso, o cara candidata a vereador, ganha, e dois anos depois tá candidatando a deputado. Sem contar prefeito querendo virar governador e o escambáu. Pior, não abrem mão de seus mandatos. Só tiram uma licença. Não deu certo, voltam pro cargo. Que isso? No mínimo teriam que correr algum risco né não? Absurdo dos absurdos.
Uma conclusão: Título de eleitor é um documento que não existe, uma vez que não serve pra nada. Sei disso desde que comecei a votar. Esse ano, inaugurei o meu, aquele que fui forçado a tirar. Levei, claro, agora que tenho...
Bom, agora é aguardar a apuração e preparar pro segundo turno. Pelo jeito parece que vai ter mesmo viu.

sábado, 2 de outubro de 2010

RESOLVENDO O DEFICIT HABITACIONAL

Revista Veja - Seção Panorama - Veja Essa:

"Desce do muro minha filha! O cristão tem que dizer a que veio, senão boto chumbo na hora."
(Frase do Pastor Silas Malafaia, da Igreja Assembléia de Deus Vitória em Cristo, retirando o apoio a Marina Silva por ser dúbia em relação ao aborto e à liberação da maconha.)

Sinceramente? Fiquei com dó da Marina perder esse apoio. O moço tem a solução pronta pra resolver o problemas da habitação no Brasil, ia ser uma contribuição e tanto. Mas não tem nada não, ele dá a fórmula nesse vídeo. Olha só como as soluções estão na cara da gente e às vezes passam batido:



E então, já foi lá na "sede ou filiais" levar seu envelopinho?

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

MISTÉRIOS E COINCIDÊNCIAS (?)

Filminhos divertidos amplamente divulgados, spots martelando nas rádios o dia inteiro, filas quilométricas pelo país afora, plantões em finais de semana e feriados. É, parecia bem importante tirar a segunda via do Título de Eleitor. Eu também fui, lembra? O atendimento foi surpeendentemente rápido.
Agora, no último dia de realizar a proeza, isso só porque o prazo chegou a ser ampliado, resolveram que não, não vai precisar mais. Basta um documento com foto... Na verdade, o óbvio do óbvio.
, eu mesmo questionei o por que dessa obrigação do título. Realmente não consegui enxergar necessidade nenhuma. Mas agora, pra mim, ficou outro mistério. Sem entrar no mérito dessa ou daquela candidatura, até porque todo mundo sabe em quem eu vou votar, por que o PT só agora entrou com essa ação pra parar a tal da necessidade tão premente do documento? Não teve tempo demais pra isso? Por que essa decisão saindo logo hoje, último dia de propaganda e dia do último debate?
Quer saber, não sei responder nenhuma dessas perguntas. Mas com certeza é algo muito esquisito. Uma lei que o PT tinha apoiado, que o Presidente da República (que é do PT) tinha sancionado... A essa altura do campeonato, ops, do processo eleitoral, dá pra acreditar em coincidências? 
Sei lá viu. 

terça-feira, 28 de setembro de 2010

MILI... O QUE?

Do UOL Notícias:

Após queda em pesquisa, Dilma pede para militância não desanimar

...“O que eu queria fazer nesse momento é um apelo para minha militância para não esmorecer, ir para as ruas e disputar voto a voto”, disse a petista, que classificou como "normal" as oscilações...

Ram ram, mili o que? Vai longe o tempo, bons tempos, em que havia militância em eleição. Militância do PT, justiça seja feita, o único partido que efetivamente mostrou essa atividade no Brasil. Tínhamos (é, eu também tinha) estrelinha no peito, bandeiras, íamos a comícios, realmente buscavamos o voto a voto. Calma aí, nunca me filiei a partido nenhum. Tudo isso era movido a emoção, à perspectiva do novo, de um novo país, de uma nova forma de fazer política, de uma ética até então sombria. Pois é, passado.
Voltando pro hoje, e pro apelo da nossa feliz candidata, fica a pergunta: Que militância? O que tem agora é curríola. E essa não tá na rua não. A turma que carrega bandeira hoje na rua é outra, um pessoal provavelmente desempregado fazendo bico. Tanto faz a bandeira, o que conta é o cachêzinho e claro, o lanche.
Tomara que recebam, porque em política já viu né...

Repetindo a foto, Nhá Dilma e a militância grã fina num elegante momento copeira. (Foto: Ayrton Vignola/AE)

domingo, 26 de setembro de 2010

A MARINA DO DEDO VERDE

Com a licença (que acho que ela deu) da Ruth Aquino, jornalista e editora da Revista Época, vou fazer aqui no blog uma coisa que nunca fiz: Reproduzir um texto integral de outra pessoa. Não tem jeito, tudo que ela disse bate exatamente com o que eu penso, e eu não saberia dizer melhor.

"Quando ela fala, veias caudalosas se projetam no pescoço. Marina Silva tem uma voz arranhada, que parece emergir com esforço de sua figura esguia. Com essa voz não treinada, que vem de dentro, Marina foi a candidata, nesta campanha de cartas marcadas, que soube projetar melhor, com inteligência e ironia fina, suas palavras. Talvez porque fossem palavras dela e de mais ninguém. Não mais do mesmo, não o vale-tudo de quem dá mais salário mínimo, 13o de Bolsa Família, ou empregos para a parentalha.
O título deste artigo é uma alusão a O menino do dedo verde, livro infantojuvenil escrito pelo francês Maurice Druon, em 1957, e adaptado para desenho animado. O protagonista, Tistou, tinha um dom: onde colocava o dedo, nasciam flores. O menino conhece a miséria, a prisão e os hospitais. Decide alegrar esses ambientes. E, ao colocar o dedo no presídio, nascem tantas flores que as portas da prisão não fecham mais. Mas os presos não fogem porque o mundo havia mudado para melhor.

Trata-se de uma fábula. Mas, como a realidade desta campanha eleitoral anda difícil de engolir, fantasias são bem-vindas. Na reta final, uma marola verde se torna onda e atrai desiludidos. Marina, que já se apresentou como a “outra Silva” e a “primeira candidata negra à Presidência”, abandonou os slogans que empobreciam seu discurso para colocar o dedo verde nas feridas do país.
Não por acaso a candidata do PV foi quem mais se beneficiou dessa língua malcheirosa que escorre da Casa Civil de Lula. Após as denúncias de corrupção e tráfico de influência do braço direito de Dilma Rousseff, as pesquisas mostram uns pontinhos a mais para Marina. Era previsto. Essa acriana evangélica, com quatro filhos e coque austero, é a única novidade. Suas reflexões sobre o Brasil e os adversários têm um carimbo de franqueza, sem arrogância. Concordando ou não com ela, somos compelidos a escutá-la.
Suas frases de muito efeito ecoaram em cabeças pensantes e na juventude. Seguem-se algumas delas: “Lula e Dilma infantilizam o eleitor brasileiro com essa história de pai e mãe”. “É possível perder ganhando e ganhar perdendo.” “Serra e Dilma são inteiramente parecidos porque defendem um modelo de desenvolvimento do século XX.” “O Brasil não precisa de um gerentão” (referindo-se a Dilma). “Meus adversários criam duas novelas: numa, o Brasil é todo azul, na outra é cor-de- rosa.” Marina se diz contra “o ‘promessômetro’ para ganhar simpatia”. Quer acabar com o “voto por gratidão” e criar o “voto cidadão”. Difícil, inviável, dirão, mas há um componente de sedução em sua fala.
Na semana passada, depois que Lula proclamou, em mais um comício – “Nós somos a opinião pública” –, a menina do dedo verde reagiu: “Eu acredito na liberdade de imprensa. Acho que o presidente fez uma crítica à imprensa que é contraditória com toda a sua trajetória dentro do PT”.
Dilma perdeu a fachada de paz e amor e reagiu com fúria às denúncias na imprensa. “Ela teve uma recaída. Parecia até ela mesma”, teria dito um aliado da petista, segundo a Folha de S.Paulo. A outra má impressão da semana foi a entrevista de José Serra ao Bom dia Brasil, na TV Globo. Não deixou que os jornalistas perguntassem quase nada. Impedia apartes, num tom professoral e prepotente que afasta até seus eleitores. A uma repórter do humorístico CQC, da Bandeirantes, Serra perguntou se ela tinha namorado. Não é a primeira vez que perde a noção.
Sem plásticas ou cabeleireiros, Marina cresceu de estatura ao longo da campanha. Seu discurso a princípio ambientalista ampliou-se e ganhou consistência no campo dos valores e da ética. Mesmo que a enorme maioria dos brasileiros não vote nela, sabe-se o que sua candidatura representa: uma terceira via, de olho no desenvolvimento sustentável do século XXI, que não comporta esmolas para uma massa tutelada e semianalfabeta. Quando deixou o governo Lula, após quedas de braço com Dilma, Marina afirmou: “Perco o pescoço, mas não perco o juízo”. E não perdeu mesmo".

Pois é, no comentário que mandei pra Ruth, falei que tinha vontade de xerocar esse texto. Em qualquer argumentação sobre a candidatura Marina Silva, seria só mostrar a cópia e evitar todo o blablablá. Daí resolvi fazer esse xerox virtual, que espero que você leia e reflita. Marina Silva tem a segurança de quem fala o que pensa, e não constroi discursos de conveniência. Com certeza assim fica mais fácil, e é até covardia com quem tem o rabo preso e contas a prestar aos mais obscuros parceiros.
Pena que esta onda começou meio tarde, já em cima da hora da eleição, mas quem sabe não vamos ter a grata surpresa e a satisfação de ver Marina no segundo turno? Seria bom finalmente ver debates fundamentados antes da votação né? Eu acho.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

PRA QUE QUE É ISSO MESMO?

Hoje tirei a tarde para fazer uma coisa inútil, porém obrigatória. Dei um tapa na procrastinação e decidi que não iria fazer no último minuto do último dia. Pois é, fui fazer segunda via do título de eleitor. Pera aí, não to falando que é inútil porque em toda eleição a gente joga o voto fora, isso tá mais que claro na cabeça de quase todo mundo. É inútil porque este é um documento to-tal-men-te desnecessário.
Nunca precisei do título pra votar. Então me conta, porque essa onda agora? Confesso que pensei que ia ter uma taxa, logo, estaria explicado. Eleição, taxa, caixa, campanha, tudo faria sentido, ainda mais levando em conta os útimos acontecimentos né? Mas não, é 0800.
Bom, a justificativa que usam nas propagandas, inclusive muito boas e engraçadas, é que podem ter mais pessoas com o nome igual. Ram ram, isso tem mesmo, é relativamente comum. Mas o que o título resolve nessa história? Ele não tem nenhum dado que não seja o nome, onde ele tira a prova? Se na identidade tem o nome da mãe, na maioria das vezes do pai, tem foto... por que ela sózinha não pode resolver a questão? O argumento seria justo se fosse pra dizer que não pode votar SÓ com o título, precisaria de outro documento junto. Aí de novo, já que precisa do outro documento, PRA QUE O TÍTULO?
É isso, não sei se escapou um motivo que de repente derruba esse palavrório todo, vamos ver se alguém me apresenta algum.
No final das contas, até que não foi ruim. Tirando o deslocamento, gastei somente 10, DEZ MINUTOS pra resolver tudo. Nem acreditei. E olha que não foi porque estivesse vazio, tava cheio pra carvalho, com fila avançando rua afora. Daí que, como tinha tirado a tarde inteira, pude fazer a coisa que mais adoro. Saí passeando, vendo loja e gente, além de fazer inveja nuns amigos presos no trabalho, mandando mensagens de como estava agradável a minha tarde.

* A foto tá tosca de propósito. Não vou ficar pondo documento na internet né?

domingo, 19 de setembro de 2010

EMPREGO PLENO

Dona BErenice Guerra, em entrevista a Isto É:
Erenice – A sociedade precisa refletir sobre essa questão. Depois que uma pessoa passa a exercer cargo público, seus filhos devem parar de se relacionar, trabalhar e ter amigos? Ou as pessoas com quem ele se relaciona previamente precisam apresentar currículo para dizer o que fazem? E se essa pessoa for um empresário? Ele tem que ser, a priori, já eliminado do seu círculo de relações, pois eventualmente, no futuro, pode vir a participar de uma licitação e eu, como estava ocupando uma pasta muito ampla, teria teoricamente influência sobre qualquer área? O que será dos meus filhos e dos meus parentes? Terão todos que viver à minha custa, pois não poderão trabalhar e se relacionar?
Uai, óbvio que não madame, eles terão que viver, ou continuar vivendo, às custas dos trabalhadores brasileiros que pagam impostos. Afinal não é pra isso que serve o dinheiro público? Eu heim, em que país a senhora vive?
Pois é, a propaganda de Nhá Dilma fala que ela ocupou o segundo posto mais importante do país, abaixo somente do Presidente da República. Sei lá, eu acho que essa história acabou ficando estranha depois que demonstraram que na verdade qualquer um pode ocupar o tal cargo.
A piadinha não é minha e tá mais que batida, mas não resisto a tentação de repetir, porque é muito boa: Erenice criou um novo conceito para o Bolsa Família.  :-)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

REFORMAR OU FAZER UM NOVO?

Se você já tivesse uma mulher loira, trabalhada no botox, com carreira política e quisesse eleger uma mulher presidente, você usaria a madame?
O nosso presidente não. Seguindo o conceito que as vezes remendar é mais complicado que fazer um novinho, pegou uma dona desconhecida, recauchutou geral e empurrou goela abaixo da turma toda.
Deu certo, o povo também aparentemente engoliu.

* Nhá Dilma não dá muita bola pra criadagem né?
(Foto: Ayrton Vignola/AE)


domingo, 5 de setembro de 2010

SINAIS

Outro dia a apresentadora de um programa de TV falou de um sinal que tinha recebido. Só que o jeito que ela falou foi tão sem noção que foi parar no Top Five do CQC, atualmente o único quadro que presta na atração repleta de "humoristas" prepotentes e arrogantes.
Bom, o caso foi o seguinte: Ela andava meio perdida, em dúvida sobre que carreira seguir. Aí um dia, tomando café da manhã, virou a caixa do toddynho e atrás tava escrito jornalismo. Sei lá, devia ser algum tipo de ação que a empresa estava fazendo, falando de profissões, qualquer coisa do genero. Na verdade a gente aprende coisas lendo caixinhas. Na de suco de laranja é que descobri que essa fruta com uma cara tão brasileira teve origem na China e chegou aqui no século XVI. Tá vendo, não é de hoje que os chineses exportam, não é coisa só de eletrônicos nos camelôs.
Voltando da divagação e seguindo a história da moça, ela disse, ao vivo na TV, que Deus tinha mandado esse sinal pra ela. DEUS, ela disse. Arrogância à parte, os comentários dos caras foram bem engraçados, no genero, que se dane a fome da África, vou mostrar pra essa menina que carreira seguir. É, quem vai questionar as prioridades de Deus?
Embora possa parecer que vou debochar, essa introdução foi pra falar que eu ACREDITO em sinais. É, acredito mesmo, e não é crer por crer, é por de certa forma já ter tido muitas provas. Obviamente não atribuo estes sinais a Deus, porque como os caras lá, eu acho que o tempo que ele gastaria mandando recado em caixa de toddynho seria usado pra coisas mais fundamentais. Não sei de onde vêm estes sinais, mas acontecem. Uma vez me disseram que eles, assim como a intuição, funcionam melhor com um certo treino, que em grande parte consiste apenas em observar quando acontecem.
Então, hoje aconteceu um. Saí de manhã e tive um aborrecimento, fruto da maneira que alguém me vê, que eu considero equivocada. Mas fato é que a pessoa me irritou e, por mais que eu saiba e pregue que o melhor é relevar e não alimentar monstros, fiquei cozinhando a história, e até criando respostas. Sabe quando rola e só depois você pensa em coisas bem arrasantes que poderia ter dito? Eu tava assim, dando respostas mentais que na hora não dei, e foi melhor não dar, porque seriam humilhantes e naturalmente não fariam bem.
Pois é, aí cheguei em casa puto, querendo sumir com certas situações e pessoas da minha vida. Pois não é que na minha caixa de e-mail tinha uma mensagem justamente sobre isso? Não mandada pra mim, mas destes genéricos que a gente manda em listas (não critico, afinal eu mesmo faço isso quando divulgo o blog).
Vou colar a mensagem aqui, porque além de comprovar essa história de sinais, pode servir também como inspiração pra outras pessoas que estiverem lendo. Bom que o cara teve o bom senso de citar a fonte:

"Olhe para dentro de si e desapegue sua mente das emoções negativas, para que seu intelecto seja atraído pelos sentimentos de paz e amor.
Desapego consciente não significa ignorar ou afastar-se das pessoas ou situações, mas não ser afetado negativamente por elas.
Cumpra todas as suas responsabilidades mas não fique desapontado com nada.
Na consciência de ser um observador desapegado, procure estabilizar suas emoções e fique além do efeito dos acontecimentos externos.”
António Sequeira, Virtudes para uma Nova Consciência, Centro de Raja Yoga Brahma Kumaris de Lisboa, 1999 

Legal né? Tenho outras histórias do genero, e uma hora conto pra você.

domingo, 29 de agosto de 2010

NO PARQUE COM O SESC

Hoje voltei a fazer o programa legal que rola um domingo de manhã a cada mês, fora quando chega a época de chuvas. Fui no Projeto Sesc MPB. Confesso que esse ano não estou tão fiel quanto ano passado, quando o projeto começou, e eu não perdi nenhum. Até agora só fui a dois, um pouco porque minhas manhãs andam comprometidas e um pouco porque a programação me atraiu menos. Claro, os shows não são feitos só pra mim, então obviamente contemplam gostos diversos.
Muuuuuuuuuito bacana nessa história toda é o resgate de tantos artistas que o Sesc faz, junto com o produtor cultural Pedrinho Alves, que é quem toca o bonde. Nos dois que fui me deliciei com Baby Consuelo e hoje com Amelinha. Lo-ta-dos, o que me faz ter a certeza que a platéia devia tá por aí também nos que não dei as caras.
Pra quem ja conhece de ir, de ouvir falar ou até de ler no blog, vou chover um pouco no molhado dizendo que a estrutura é assim: Um músico daqui de BH (homem) divide a cena com uma cantora de fora. Abre com o cara, tem ela no meio, e finaliza com os dois. Com o corre-corre das manhãs, hoje cheguei já no meio da parte dela, e perdi o Paulinho Pedra Azul, que adoro e que é um dos artistas com carreira mais consistente por estas bandas. Bom que vi o final, e foi demais o carisma do sujeito junto com a Amelinha. Um clima tão feliz e expontâneo que não tinha como não contagiar todo mundo ali debaixo do sol. É, tem isso, pra ver o show você tem que enfrentar o maior solão, mas compensa em dia lindo de céu azul dentro de um parque em pleno centro da cidade né não?
Ver/ouvir Amelinha foi uma viagem no tempo, como de resto tem sido esse projeto. Cantoras que conduzem a gente a uma outra época, meio riponga. Dando uma panoramica no povo todo, parece que essa sensação é mais ou menos geral. A voz da mulher é uma coisa de arrepiar, ainda mais com um repertório que ajuda. Pois é, a tal da nostalgia.
Entre tantas músicas, momentos Vanuza compensados por uns larárá ou saladinha de versos. Pera aí, não tô falando mal. Desde sempre todo mundo sabe que só uso o espaço aqui pra comentar o que gosto. O que não gosto não tem a menor importância, cada um cada um. Então, só falei porque foi bem engraçado, e hoje em dia não tem como não lembrar. Vanuzar vai virar um verbo.
Como toda cantora, de vez em quando Amelinha dá uma de "homenagem às mulheres". Um destes momentos foi antes de cantar "mulher nova, bonita e carinhosa, faz o homem gemer sem sentir dor..." Tá bom Amelinha, longe de mim discordar, mas sabe de uma coisa, homem novo, bonito e carinhoso faz a mesma coisa.  ;-)

sábado, 28 de agosto de 2010

VÃO BRINCÁ DE POLÍCIA E LADRÃO?

Bom, já viu que o post hoje traz algo de nostalgia né? Esse título é um convite da minha infância, o que hoje ficaria meio difícil, pela complexidade de se dividir os times.
Olha que legal. O juiz, JUIZ MILITAR, encarregado de julgar os policiais acusados de corrupção no caso do atropelamento do filho da atriz Cissa Guimarães, foi preso na madrugada de sexta feira.
Ah tá, foi alguma briga, alguma confusão, algum acidente que o cara se envolveu né? Um contratempo que pode acontecer com qualquer um e que na certa será resolvido...
Não, o cara tava FURTANDO CABOS DE TELEFONIA na Praia de Botafogo.
Bonitinho né? Se a raposa toma conta do galinheiro, quem toma conta da raposa?
Tamo feito mesmo nesse país, não é atoa que os Irmãos Metralha não saem daqui do blog.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

VLOGGERS

Amo Internet, acho que já deve ter dado pra notar. Por outro lado, sou meio atrasadinho com algumas coisas, lembra que nem twitter eu tenho? Pois é.
Nas minhas andanças pelo mundo virtual, deparei há pouco mais de um mes com uma coisa que todo mundo tá cansado de conhecer, os tais dos vloggers. Pelo que entendi, no Brasil a moda até nem é tão antiga assim, mas obviamente bem anterior à minha "descoberta".
Aqui no computador tudo a princípio vira meio obsessão e com isso não foi diferente. Gozado que parece que por um inconsciente coletivo um monte de gente se interessou pelo assunto ao mesmo tempo, porque foi eu começar a conhecer os vlogueiros e a coisa virou matéria em tudo que é jornal e TV.
Bom, a princípio todos são bem parecidos, o que de resto não poderia ser diferente já que o formato é um só, o cara na frente de uma camera falando o que vem na cabeça. Tipo um blog falado. Então de fato ninguém tá copiando ninguém, tudo parece porque é esse o jeitão da coisa mesmo.
Algumas características estranhas: A maioria gosta de xingar e mais engraçado, muitos gostam de xingar aqueles que os assistem, sua legião de fãs. Vai entender né, porque no meio dos fãs também tem os que não param de xingar o vlogger, ou promover uma rixa entre alguns que na verdade por eles mesmos nem tem.
Os números de acessos são estratosféricos, na casa dos milhões, coisa pra massacrar de inveja qualquer blogueiro metido a legalzinho (tipo eu assim). Lógico que a gente sabe que aqueles 30 milhões ali, por exemplo, não são 30 milhões de pessoas que entraram. Tem as trocentas vezes que o proprio vlogger entrou, tem as muitas vezes que os amigos entraram e tem o tantão de vezes que cada um entra. Eu mesmo nunca entro uma vez só em um vídeo. Mesmo assim, noves fora zero, é gente pra carvalho.
Como eu disse, o formato de todos é bem semelhante, porém os vlogueiros são diferentes. No modo de fazer e no modo de reagir ao entorno daquilo tudo. Tem um, fazendo sucesso no momento, que é bem deslumbradinho. Ele realmente acredita que faz a diferença, sente-se um Antonio Conselheiro da molecada que o acompanha. Na sua ilusão midiática tem a certeza que influencia o gosto e atitudes daqueles que o assistem, mas que nem perceberão sua falta se uma pane no youtube apagar o trabalho dele. Num piscar de olhos vão achar outro pra seguir, apoiar, xingar, admirar e todo o blablablá. Bobinho ele, critica tudo denominando aqueles que curtem o que ele não curte de criancinhas de 13 anos. Tudo com argumentos de... assim... uma criancinha de 13 anos, que viu o galo cantar mas não sabe onde.
Meu preferido foi o primeiro a estourar, e naturalmente os outros foram acusados de imitá-lo. Como ele é um sujeito inteligente e articulado, foi logo se auto desmistificando ao afirmar o óbvio: Não há imitação, há um formato regularmente usado. Pra mim ele teve a manha total ao sacar que o legal seria falar do seu cotidiano. De cara um monte de gente identifica com um monte de coisas. Como curti o primeiro vídeo dele que vi, segui vendo os outros, o que mostrou também o aperfeiçoamento. Assistindo os primeiros fica claro como com o tempo ele passou a dominar muito mais a sua plataforma.
Aff, post enoooorrrme. Agora assiste aí o vídeo mais recente do PC Siqueira, se gostar entra no canal MASPOXAVIDA e fica conhecendo o resto. Aproveita e vota nele também no VMB da MTV. Eu vou adorar se ele ganhar.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

SEMPRE DÁ PRA MELHORAR

Não gosto de ficar longe do blog, deixar sem atualizar muitos dias. Falta de assunto não é, porque toda hora penso numa coisa e a todo momento surgem novidades. Enfim, só a velha procrastinação mesmo. O melhor é não deixar passar, e fazer na hora, como aconteceu agora, lendo o site do UOL.
Olha bem, se você pensava que não tinha mais onde chegar com a política nesse país, vai ver que sempre tem um jeitinho de melhorar piorar o quadro:



É isso aí Suplicy, vamos fazer uma salada de frutas.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O PREÇO DAS COISAS, DE NOVO

Você também já deve ter ouvido o comentário "tinta de impressora é o líquido mais caro do mundo". Tá, não é, existem bebidas com um preço inacreditável, mas hoje resolvi fazer as contas.
Com um litro de tinta preta pra impressora Canon, comprado num lugar de preço camaradinha que justifique uma caminhada até o centro da cidade, dá prá comprar cinco noteboks desse daí da foto. Se você quiser comprar um note do bom, não o sensacional, mas um mais legalzinho, rende uns três.
Gente, do que essa tinta é feita???
Ah, claro, não comprei um litro, só um cartucho mesmo, 11ml.

domingo, 15 de agosto de 2010

BONS EXEMPLOS

A gente acostumou a falar mal de política. Tá, concordo, os motivos existem. Mas uma coisa que ninguém pode negar é que os políticos também nos ensinam e, em algumas situações, são verdadeiros gurus zen. Todo mundo sabe que a mágoa envenena a alma, e conhece, pelo menos de ouvir falar, o poder do perdão. E é essa a grande lição que aprendemos a cada eleição, não guardar ressentimento, e tudo em nome do bem da nação. Olha só:

"Não se esqueçam deste nome: Dilma Rousseff presidenta, número 13 na cabeça! Obrigado, minha gente!" 
"Lula vai encerrar o mandato como o melhor presidente que o Brasil já teve."

Frases de quem? Pelo "minha gente" já deu pra ter uma idéia né?  Dele mesmo, Collor, candidato ao governo de Alagoas.
Agora, essa justiça eleitoral é foda viu. Vê bem, foram proibir o jingle tão bonitinho da campanha dele:

"É Lula apoiando Collor, é Collor apoiando Dilma".

Hummm, mas se bem que tá certo né? O motivo foram as coligações locais (em Alagoas) de partidos, e todo mundo sabe que no Brasil partido é coisa séria pra daná.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A VIDA DA ATRIZ

A princípio fiquei chocado, depois com aquela sensação de vergonha alheia e por fim triste.
Você viu o Programa do Jô ontem? Pois é, quem passou por lá foi Sônia Braga, em uma entrevista prá lá de incompreensível, onde ela não falava coisa com coisa, se perdia em seguidos selinhos no apresentador e se esmerava na produção de graças sem graça.
Se você é bem novinho, talvez não saiba que Sônia Braga é uma das grandes atrizes brasileiras, ícone do cinema e TV e uma das poucas a alcançar algum reconhecimento internacional. Por isso mesmo foi muito estranho vê-la em situações tão sem sentido e constrangedoras. De certa forma, também foi estranha a inabilidade, ou talvez pouco interesse, do anfitrião em conduzir a conversa para um lado mais produtivo e menos bizarro.
Pontos positivos, continua linda e a sua "ponta" no novo filme, apresentada no telão, mostrou aquilo que não se via no palco, uma atriz forte e convincente.
Na procura de imagem pra ilustrar, muuuuiiiita dificuldade. São muitas as imagens e dessas muitas multiplicam-se as referências, porque a moça tem história. Escolhi Dona Flor e Seus Dois Maridos, filme que quando lançou no cinema eu queria ir mas a censura era 18 anos.
Agora que já tô terminando, descobri que não sei bem porque fiz esse post. Quando vi o programa ontem tive realmente todas as sensações que falei lá no inicinho, mas nem me passou pela cabeça comentar. Aí vi em outro blog, comentei lá e achei que seria bom postar aqui também. Enfim, tá aí.
De quebra, o retorno triunfal de Júlia Matos, em Dancing Days, com o arraso da Sônia na boate.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

FINALMENTE, NOSSO FELIZ GANHADOR DA PROMOÇÃO!

Dei o apelido pra este post de "post campeão", nome que saiu do nada quando falei com o nosso vencedor. Parece que pegou, porque hoje ele me disse que amigos dele estavam entrando no blog procurando pelo........... Post Campeão.
Então, o ganhador da promoção foi o Rogério Tavares, que é o moço aí da foto ao lado. O livro escolhido foi O Investidor Inteligente, de Benjamim Graham.
Bom, não vou negar, conheço o Rogério, ele é meu amigo e até já trabalhamos juntos, ele atuando em espetáculo de teatro que eu dirigi e produzi. Quando falei sobre o perfil aqui, ele me disse que queria falar isso, do que já fizemos juntos. A princípio achei melhor não, sei lá, pra não ficar com cara de ação entre amigos. Mas por fim pensei que era besteira minha, já que a enquete trava logo que começa a votação, então não tem como editar. A vitória foi puro mérito do Roger e seu milhão de amigos. A bem da verdade, toda vez que a gente precisava de botar uns convidados pra formar uma platéia melhorzinha nos espetáculos, o jeito era contar com ele mesmo. Sempre catava um povo e levava.
Sem mais lenga lenga, Rogério por Rogério:
Rogério Tavares de Almeida
Formado em filosofia e letras pela UFMG. Fiz espanhol e ao estudar por um semestre o classico Don Quijote, transformei o personagem da triste figura em tatuagem. Tenho uma esposa linda chamada Lúcia e dois filhos, Júnior e Gabriel. Sou bancário do BB, investidor em bolsa e administrador de carteiras de investimentos. Estou preparando para lançar um blog sobre investimentos, principalmente ações.
Tenho registro profissional de ator e tive o prazer de trabalhar por muitos anos em um espetáculo dirigido pelo Luiz Hippert (faço questão que isso seja registrado no meu perfil). Ainda atuo como ator mas de forma amadora, nas festinhas do banco. Pode-se ver algumas performances procurando por rogeriotav no youtube. Estou preparando para levar aos palcos um mónologo inspirado no poema Tabacaria de Fernando Pessoa. Apesar do envolvimento com o mercado financeiro gosto de literatura e biografias. Essa é a quarta vez que ganho uma promoção de frases. Já ganhei três vezes em promoções de jornais de BH.
É isso, com o post campeão fechamos a promoção de dois anos do Beagá Que Eu Vejo, que segue firme e forte no Ano 3. Foi bem legal motivar a participaçao de leitores e com certeza não vamos precisar esperar mais um aniversário. Acho que a partir dessa experiência tão legal vou pensar em mais novidades. Vamos ver né...

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

BONDADE HUMANA

Olha, não sei você, mas eu acho comovente ver como a Internet potencializou o altruísmo e o desprendimento das pessoas. Semana passada aconteceram dois exemplos marcantes. Um foi o tal do lingerie day. Segundo vi na TV, esse já seria o terceiro ano da iniciativa, bastante singela. Nessa data, moças e rapazes colocam no twitter suas fotos de lingerie. Super bacana, ficam expostos para todo mundo ver e mais, copiar, reproduzir, enfim, utilizar o material a vontade. O outro exemplo revelou um casal mais bonzinho ainda. Dois adolescentes, ele de 16 anos e ela de 14, protagonizaram cenas de sexo explícito numa ferramenta conhecida como twitcam, onde a pessoa conecta sua webcam num site e transmite imagens em tempo real. Claro, essas imagens podem ser capturadas, armazenadas e distribuídas. Casalzinho fofo né não?
bem, enquanto celebridades e até sub-celebridades ganham valores correspondentes a um apartamento pra tirar a roupa numa revista, enquanto atores pornôs recebem bons cachês para exibirem suas performances em DVDs e cobram assinaturas em seus sites para serem visto em tempo real, esse pessoal faz tudo isso ganhando sabe o que? NADA.
Pois é, finalmente chegamos a um tempo onde a bondade humana perdeu os limites. Que bom! 

domingo, 1 de agosto de 2010

SATISFAÇÃO

Não, o nome do post não é satisfação de estar satisfeito (embora eu esteja). É satisfação sobre a promoção.
Bom, todo mundo lembra que a votação seria encerrada dia 30/07 e 31/07 eu faria o post do resultado. Verdade que pro resultado mesmo pouco importaria esse texto, uma vez que a enquete é automática e já tá aí do lado com os votos, percentuais e tal. Mas combinado é combinado, e a idéia era revelar aqui o nome do ganhador, qual livro ele escolheu e até dar um pequeno perfil. Acontece que pra concluir preciso falar com a pessoa, o que até agora não aconteceu.
Então é isso, to aguardando o retorno por e-mail do feliz ganhador de um livro dessa promoção de aniversário do blog. Achei bem legal a participação e houve um momento que a disputa ficou acirrada entre as duas frases mais votadas, não deixando a gente saber com certeza quem ganharia no final das contas.
Enquanto espero, o blog não vai parar. Vamos aguardando a resposta, que tomara seja rápida, e continuar falando de tudo nesse blog sobre nada.
Ah, repeti a ilustração. Se você é leitor há mais tempo já viu esse desenho aí.  

quarta-feira, 28 de julho de 2010

DANÇANDO OU PULANDO

Minha amiga me mostrou um vídeo onde um cara dos mais comuns faz uma dancinha engraçada. Legal né? Mas o mais legal eu ainda não falei, ele faz essa dancinha ao redor do mundo. Nem é legal, é suuuuper legal. Cada lugar mais inusitado, às vezes sozinho, outras acompanhado de um monte de gente imitando o passinho. Fácil demais, a coreografia mais simples do mundo mas que dá um ar bem alegre no povo que tá dançando. Olha um dos vídeos aqui:



Bom, eu sempre querendo entender o lado prático das coisas, fiquei me perguntando e atormentando a minha amiga com a mesma questão: O que ele ganha com isso? E mais, como é que ele banca isso? Porque quando falo que a dancinha é ao redor do mundo não é força de expressão não.
Na hora que estava escrevendo este post, procurando imagens e tal pra por, vi a história do dançarino, o Matt Harding, e já entendi como tudo rolou. A primeira iniciativa foi de doidera mesmo, tipo um mochilão com suas economias. Mais legal ainda, o inusitado mesmo, o cara faz sem pretensão nenhuma e vira meio de vida, e que vida...
hoje vi outra coisa engraçada, mais ou menos parecida, numa matéria de um site que me chamou super atenção. Um fotografo meio maluco pretende se fotografar também no mesmo estilo de milhões de lugares do planeta, dando um pulinho. Ah, tem um detalhe, o pulinho é pelado.
Segundo o cara, Morgan Tepsic, são três os objetivos do projeto - "Eliminar a distância entre exibicionismo e arte, mostrar às pessoas o quanto o mundo é bonito, e realizar o sonho de fazer uma exposição com minhas fotos". Um sonho que provavelmente ele não acalenta há muito tempo, já que tem só 20 aninhos.
Nesse caso a matéria até já explica a parte da grana. O peladinho pretende fazer isso tudo com doações, e montou um endereço na internet pra amealhar seus tostões. No site ele dá uma prévia com alguns retratinhos bem a vontade. A pretensão é de conseguir U$ 10 mil até 7 de setembro.
Será

Olha o moço aí:


domingo, 25 de julho de 2010

ORGULHO E PRECONCEITO

Eu acho que tem muita confusão em torno dessa idéia de orgulho. Pra mim deveria ser uma referência somente daquilo que a gente tem participação direta. Exemplo prático: Gisele Bündchen não tem porque ser orgulhosa de sua beleza, mas tem tudo a ver o orgulho do que fez com esse atributo natural. Outro: Orgulho de ser brasileiro... Ahn? Nem orgulho e nem vergonha. Por que ter nascido aleatoriamente numa parte do mundo seria motivo pra qualquer uma das duas opções? Orgulho da família... Bom, esse até cola, porque a pessoa pode se sentir orgulhosa da forma como encaminhou esse setor da sua vida, ainda que muito deste caminho tenha sido feito por eventos aleatórios.
Bom, orgulho gay. Outro meio sem pé nem cabeça. Ninguém escolhe ser gay e não faz qualquer esforço pessoal para determinar sua sexualidade. Não há mérito, e da mesma forma não há demérito. Ser gay é mais ou menos como ser brasileiro, muita gente se pudesse ter escolhido não seria nenhum dos dois.
Então, isso tudo pra falar de uma coisa muito legal que acontece mundo afora, e que hoje rola em BH, a Parada do Orgulho Gay. Claro, já deu pra perceber que na minha opinião o nome é meio equivocado, o que não tira a importância do evento. Para os idiotinhas que contrapõe com a não existência de Parada do Orgulho Hetero, além de lamentar a sua burrice, a gente só pode lembrar que ninguém é hetero. Heteros são médicos, pedreiros, advogados, lixeiros, gordos, altos, ladrões, de olhos verdes, carecas, mancos, lindos... Qualquer coisa, menos heteros. Com gays também deveria ser assim, mas não é. A parte gay sobrepõe todas as outras e também o todo.  Sentiu a diferença? Daí a necessidade de ações deste tipo.
O mais importante desta marcha colorida pela cidade deveria ser a visibilidade. Parada da Visibilidade Gay. É, Harvey Milk, como a gente aprendeu no filme sobre ele, dizia da importância da visibilidade. Sempre pensei assim também, por um raciocínio super simples. Todo preconceito vem do desconhecimento, e não há uma só pessoa no mundo inteiro que não tenha convivência com gays. O que acontece é que muitas dessas pessoas nem sonham que se relacionam com rapazes e moças alegres bem mais do que pensam. Toda família tem um filho, um primo, um sobrinho, um tio, até mesmo um pai ou uma mãe gay. As vezes na verdade a tropa toda - filho-tio-sobrinho-irmão e o escambau. Como nem todo gay usa maquiagem e nem toda sapata calça social e cinto de curvim, acaba que tudo passa despercebido e assim as pessoas podem ter preconceito contra aquele povo distante. Numa comparação meio exdrúxula, o que interfere mais na consciência, um conhecido ou mil estranhos numa estatística? De novo, coisa simples, você vai dar mais atenção à dengue quando morrer um filho seu do que enquanto ler que morreram 500 no Brasil.
É isso, Parada da Visibilidade Gay, pra mostrar que "esse povo" está mais presente do que você imagina. Lógico, 3 milhões na Parada de São Paulo não significam nada diante da descoberta que seu melhor amigo, aquele parceirão, é gay. Puxa vida, o cara é tão legal né, e vê só, é gay...
Pena que em grande parte o carnaval na rua acabe se esgotando em si mesmo. É, porque na maioria das vezes, a animação atrás do trio elétrico se transforma em sorriso amarelo no dia seguinte. Sabe né, naquela hora que o evento vira a piada na roda de cafezinho da repartição e o sujeito que bateu cabelo na avenida faz que não é com ele. No dia seguinte, o que era um animado orgulho vira de novo vergonha e conduz de novo o ex-orgulhoso pra dentro do seu nem sempre confortável, mas aparentemente seguro armário. 
A mídia também sempre coopera na cobertura, tratando a manifestação como algo pitoresco e engraçado, focado nas montagens das drags e nos corpões pelados em cima de caminhões. Não, não, nada contra. Tem gente preconceituosa dentro do preconceito que quer taxar o modo de vida dos outros. Patrulham em cima de um jeito certo de ser gay. É, o mesmo pessoal que reclama quando tem alguma pintosa em novela, como se elas não existissem e pior, como se não tivessem o direito de existir e ser como são. A crítica pra mídia aqui vai no sentido de não contemplar a diversidade e focar somente nos personagens que podem com maior facilidade render algum tipo de deboche. Desserviço total.
Falei mal da Parada? Acho que não, apenas botei uns contras em cena, mas são muitos os prós. Só o fato de milhares de pessoas irem pra rua em torno da idéia de querer ser igual nas suas diferenças vale a festa.
É sempre bom lembrar que ninguém precisa aceitar nada, apenas respeitar e cuidar da sua própria vida em vez de ficar se metendo na vida dos outros. Não gostou? Acostume-se, estamos aqui, e viemos para ficar.