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segunda-feira, 1 de outubro de 2018
SEGUNDO TURNO CHEGANDO E A GENTE TÁ COMO?
O PT sempre escolhe os adversários que quer no segundo turno. Aí faz duas campanhas, a dele e a de abater as demais possibilidades em volta daquele que já escolheu.
Bem, já é um mérito saber de antemão que vai pro segundo turno né? Sinal que tem eleitores cativos e conquistados e, naturalmente, isso deve significar alguma coisa. Não é possível tanta gente curtir um partido se durante seus anos de poder não tivesse construído nada.
Foi assim em 2014. Com medo (justificado) da Marina, escolheu o Aécio. Essa, por sua vez, cometeu o maior dos seus equívocos políticos ao apoiar justamente o Aécio no segundo turno. O ressentimento é o pior dos conselheiros e políticos, mais do que ninguém, precisam saber disso.
Para 2018 o escolhido foi o Bolsonaro. Ciro Gomes? Nem pensar. Lembra aquele medo da Marina em 2014? Pois é. Dessa vez o fenômeno "antiPT" contribuiu demais. Pessoas com o sangue nos olhos, despolitizadas e desorientadas, foram induzidas - pelos dois lados- a acreditar que só o vulgo "coiso" seria capaz de enfrentar o PT.
No meio desse texto, começaram a pipocar na internet as impressões sobre as delações do Palocci. Isso pode até vir a modificar algum resultado, mas nada muda no que toca a minha forma de ver o processo, e opinar aqui no blog.
Você é da turma AntiPT? Então é bom que saiba que, ao optar pelo inominável, está contribuindo para mais quatro anos do "Brasil feliz de novo".
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terça-feira, 28 de agosto de 2018
O OUTRO LADO DA MOEDA
Teve candidato esperto que começou a campanha há uns dez anos, sem nem mesmo imaginar que aquela estratégia ia desembocar numa candidatura à Presidência da República.
A ideia era bem simples e o objetivo angariar popularidade. Entendendo antes dos outros a dinâmica das redes sociais, decidiu colocar os seus adversários e desafetos para trabalhar voluntariamente pra ele. O instrumento? A indignação.
Então, o cara e sua turma falavam os maiores absurdos (soava absurdo pra uns, mas obviamente tinham seu público simpatizante) e os inocentes cegos de indignação tratavam de divulgar pelas redes. Assim foi criado aquilo que uns malucos começaram a chamar de "mito".
Mas, ninguém tem bola de cristal e o futuro às vezes reserva algumas surpresas.
Tudo ia muito bem e o plano original funcionando, embora algumas pessoas tardiamente estivessem acordando para o óbvio: A popularidade vinha pela ingenuidade de quem julgava estar fazendo o bom trabalho de oposição aos discursos de ódio e preconceito que levaram o sujeito ao topo. Porém, estava um pouco tarde pra voltar atrás e o desastre já consolidado. Sem querer me gabar de ser mais esperto, devo dizer, como registro, que o meu alerta a essa estratégia foi feito em 2011, aqui mesmo no blog.
Enfim, o que o sabido não esperava é que, na última hora, surgisse um cavaleiro alaranjado montado não num cavalo branco, mas em sacos de dinheiro. De uma hora pra outra, o mal construído mito começou a ruir. Os votos colhidos em tantos anos de manipulação começaram a migrar numa velocidade estonteante. Claro, o novo adversário reunia tudo o que aqueles eleitores desejavam, só que numa roupagem bem mais chic e com um discurso muito melhor articulado. De quebra, ainda a qualidade de "não político" (que tentaram empurrar em torno de um candidato que já colecionava 30 anos de mandato, fora a inclusão de toda a família) encontrou um representante real. O tal do candidato novo jamais havia se envolvido em política. Não diretamente.
Aos desesperados eu sempre dizia que não acreditava que o mal enjambrado mito resistisse a um mês de campanha. Profetizava que ele "derreteria". Apenas por supor que não dá pra ninguém se sustentar só com frases de efeito e declarações bombásticas gerando memes em redes sociais. Pra angariar votos no executivo a pessoa ´tem que ter o que dizer, e era evidente que dali não sairia nada. Pois a emenda saiu melhor que o soneto e pelo jeito o cara vai acabar mesmo é na lanterninha.
Esperar pra ver né.
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