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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

MÁSCARAS DE CARNAVAL E AS VÁRIAS FACES DA MESMA MOEDA


Foto: reprodução TV Foco
Redes sociais são o paraíso das tretas e são tantos os assuntos sobrepostos que mal nos lembramos do que motivou textões na semana passada.

Com a chegada do Carnaval, fomos apresentados às máscaras "Fábio Assunção", com muita polêmica, a meu ver até positiva. Claro, há bem pouco tempo essa questão não teria as reações de agora. As máscaras seriam campeãs de venda e todo mundo (a maioria) ia achar a ideia bem divertida. Felizmente, estamos evoluindo e há um repúdio generalizado (de novo, a maioria) contra a exploração da imagem do galã de maneira tão pejorativa.

Diante disso, que fique esclarecido (porque nada mais pode ficar nas entrelinhas, nem todos entendem) que sou contra a tal da máscara, como de fato também seria da mesma forma mesmo que há alguns anos.

Aí tem o outro lado, ou os outros lados dessa moeda de muitas faces. Bêbados, ou atualmente chamados dependentes químicos, são personagens do humor desde sempre, e continuam sendo. Artistas que se unem no apoio ao colega se utilizam de personagens nessa condições pra provocar o riso. Pois é, a velha pergunta: Qual o limite do humor?

Outra coisa é a glorificação do álcool. Diferentemente de outras drogas, até mesmo algumas menos prejudiciais do que ele, o álcool é uma droga "lícita". Mais do que legal, é uma droga incentivada. Mais do que incentivada, chega quase a ser obrigatória em alguns círculos ou situações sociais. Experimente ser a pessoa que não bebe. Você se torna de imediato alvo de questionamentos dos mais variados, que vão desde religião a tratamento com antibióticos. O "normal" é a pessoa chegar no "churras", na festa de Natal ou na confraternização da firma e encher a lata. O bêbado da família costuma ser o mais popular da noite, engraçado e animado, aquele que é "de bem com a vida".

Pra fechar, como disse no início, estamos sim, evoluindo. Agora é pensar até onde vai essa evolução, se vamos encarar até o miolo ou permanecer sempre na casca dos likes nas nossas superestimadas redes sociais.

PS: Fui ao Google buscar a imagem pra ilustrar o post e encontrei até "Máscara Fábio Assunção pra imprimir". Parece que o caminho ainda será bem longo.


domingo, 27 de janeiro de 2019

A VALE É O MOTORISTA BÊBADO

Foto: O Globo
Quanto mais populares se tornam as redes sociais, mais especialistas nos tornamos (?) em tudo. Vou ser especialista em Vale.
Nenhum motorista bebe e sai dirigindo com a intenção de matar, nem mesmo de machucar alguém ou um animal. Ele acha, tem certeza, de que está ótimo e que nada vai acontecer. E realmente não acontece nada. Um, dois, dez anos.
Aí um dia a casa cai. Ele bebe, como sempre bebeu, só que se envolve num acidente grave, com vítimas. Fatais. O cara gente boa do boteco mata alguém, destrói sonhos, muitas vezes acaba com a própria vida atormentado pela culpa.
A Vale faz essa mesma gestão de risco. É a bêbada das barragens. Confia que tudo vai ficar bem, que nada vai acontecer. Por mais que seja óbvio que pode acontecer.
Nessa sua estratégia a economia de recursos pesa, o lucro pesa, os bônus pro "alto executivado" pesa.
A vida humana pesa? Não.
Ah, então a Vale é a malvada que sai de casa bêbada pra jogar boliche com pedestre.
Também não. A vida humana não pesa porque nesse raciocínio ela não entra. Afinal, nada vai acontecer. Como efetivamente não acontece. Durante dez, vinte, trinta anos.
Mas, um dia, a casa cai.
O que inibe o motorista bêbado? A inclusão da vida humana na sua equação? Não. Afinal ele sabe que tá de boa, nada vai acontecer. O que pesa é a lei, a punição, a multa.
E pra Vale bêbada, o que poderia pesar? A mesma coisa. Uma legislação rígida, fiscalização, punição. Cadeia, multas (que fossem pagas e não objeto de recursos intermináveis), reparos nos danos feitos.
Mariana não ensinou nada. Quem sabe Brumadinho tenha melhor sorte?

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

SEGUNDO TURNO CHEGANDO E A GENTE TÁ COMO?



O PT sempre escolhe os adversários que quer no segundo turno. Aí faz duas campanhas, a dele e a de abater as demais possibilidades em volta daquele  que já escolheu.

Bem, já é um mérito saber de antemão que vai pro segundo turno né? Sinal que tem eleitores cativos e conquistados e, naturalmente, isso deve significar alguma coisa. Não é possível tanta gente curtir um partido se durante seus anos de poder não tivesse construído nada.

Foi assim em 2014. Com medo (justificado) da Marina, escolheu o Aécio. Essa, por sua vez, cometeu o maior dos seus equívocos políticos ao apoiar justamente o Aécio no segundo turno. O ressentimento é o pior dos conselheiros e políticos, mais do que ninguém, precisam saber disso.

Para 2018 o escolhido foi o Bolsonaro. Ciro Gomes? Nem pensar. Lembra aquele medo da Marina em 2014? Pois é. Dessa vez o fenômeno "antiPT" contribuiu demais. Pessoas com o sangue nos olhos, despolitizadas e desorientadas, foram induzidas - pelos dois lados- a acreditar que só o vulgo "coiso" seria capaz de enfrentar o PT.

No meio desse texto, começaram a pipocar na internet as impressões sobre as delações do Palocci. Isso pode até vir a modificar algum resultado, mas nada muda no que toca a minha forma de ver o processo, e opinar aqui no blog.

Você é da turma AntiPT? Então é bom que saiba que, ao optar pelo inominável, está contribuindo para mais quatro anos do "Brasil feliz de novo".


terça-feira, 28 de agosto de 2018

O OUTRO LADO DA MOEDA


Teve candidato esperto que começou a campanha há uns dez anos, sem nem mesmo imaginar que aquela estratégia ia desembocar numa candidatura à Presidência da República.

A ideia era bem simples e o objetivo angariar popularidade. Entendendo antes dos outros a dinâmica das redes sociais, decidiu colocar os seus adversários e desafetos para trabalhar voluntariamente pra ele. O instrumento? A indignação.

Então, o cara e sua turma falavam os maiores absurdos (soava absurdo pra uns, mas obviamente tinham seu público simpatizante) e os inocentes cegos de indignação tratavam de divulgar pelas redes. Assim foi criado aquilo que uns malucos começaram a chamar de "mito".

Mas, ninguém tem bola de cristal e o futuro às vezes reserva algumas surpresas.

Tudo ia muito bem e o plano original funcionando, embora algumas pessoas tardiamente estivessem acordando para o óbvio: A popularidade vinha pela ingenuidade de quem julgava estar fazendo o bom trabalho de oposição aos discursos de ódio e preconceito que levaram o sujeito ao topo. Porém, estava um pouco tarde pra voltar atrás e o desastre já consolidado. Sem querer me gabar de ser mais esperto, devo dizer, como registro, que o meu alerta a essa estratégia foi feito em 2011, aqui mesmo no blog.

Enfim, o que o sabido não esperava é que, na última hora, surgisse um cavaleiro alaranjado montado não num cavalo branco, mas em sacos de dinheiro. De uma hora pra outra, o mal construído mito começou a ruir. Os votos colhidos em tantos anos de manipulação começaram a migrar numa velocidade estonteante. Claro, o novo adversário reunia tudo o que aqueles eleitores desejavam, só que numa roupagem bem mais chic e com um discurso muito melhor articulado. De quebra, ainda a qualidade de "não político" (que tentaram empurrar em torno de um candidato que já colecionava 30 anos de mandato, fora a inclusão de toda a família) encontrou um representante real. O tal do candidato novo jamais havia se envolvido em política. Não diretamente.

Aos desesperados eu sempre dizia que não acreditava que o mal enjambrado mito resistisse a um mês de campanha. Profetizava que ele "derreteria". Apenas por supor que não dá pra ninguém se sustentar só com frases de efeito e declarações bombásticas gerando memes em redes sociais. Pra angariar votos no executivo a pessoa ´tem que ter o que dizer, e era evidente que dali não sairia nada. Pois a emenda saiu melhor que o soneto e pelo jeito o cara vai acabar mesmo é na lanterninha.

Esperar pra ver né.


quarta-feira, 22 de agosto de 2018

QUEM LEMBRA DA MARINA SILVA?


Em 2010 eu quis muito votar na Marina Silva nas eleições para Presidente da República. Queria votar e votei, como não seria nada difícil saber, caso alguém tivesse interesse. Aqui mesmo no blog está tudo registrado.

Em nenhum momento me arrependi desse voto.

Chegou 2014 e eu quis muito votar nela de novo. O destino ou sabe-se lá o que (teorias da conspiração não faltaram) acabaram transformando-a em candidata. Temos candidato, temos a eleição, aí seria só votar né?

Mas, não foi bem assim.

A Marina de 2010 saiu de cena para a chegada de alguém muito estranho, uma pessoa que parecia demais com o que ela própria negava em 2010. Uma pessoa profundamente comprometida até o pescoço com o que ela mesma chamava antes de "a velha política".
Pra culminar, a candidata deu pra desdizer o já dito. A ponto de, com o passar dos dias, começarem as piadas de que o programa de governo dela teria sido escrito a lápis.

O primeiro movimento foi justamente em um ponto que de certa forma a havia fragilizado em 2010: As questões LGBT. Diziam que ela, como evangélica, promoveria uma caça às bruxas e um consequente retrocesso nas poucas conquistas de direitos alcançadas a duras penas. Verdade seja dita que, em 2010, não havia nada que comprovasse essas suposições. Pelo contrário, em algumas oportunidades ela sinalizara que defendia o estado laico e que não pretendia misturar as coisas.

Aí, justamente em 2014, ela resolveu dar razão ao que antes eram apenas suposições. Todo um capítulo, extremamente progressista do seu programa de governo, relativo aos direitos LGBT foi desautorizado pela candidata, dizendo que aquele era apenas um esboço e não deveria ter sido divulgado. Coincidentemente (?) declarações dadas após as manifestações de fúria de algumas das mais conhecidas e retrogradas lideranças religiosas.

No dia dessas declarações, eu profetizei (no Facebook): Hoje Osmarina começou a descer a escada. Não me lembro se foram exatamente essas palavras, mas o sentido foi bem claro. Aquela que estava praticamente liderando as pesquisas começava a sua derrocada. Não deu outra. Em poucos dias ela começou a descer ribanceira abaixo e só parou no momento mais patético de todos, o dia em que soltou os cabelos na cena de apoio ao candidato Aécio Neves, no segundo turno. Podia, e devia, ter ficado calada. Teria agora menos lama pra lavar.

Bom, 2010 já foi, 2014 também. Estamos agora em 2018 e eis aí a nossa personagem candidata mais uma vez. Atualmente carregando nova pecha, a daquela que só reaparece na vida pública de quatro em quatro anos somente em busca de votos. Mas, pelo jeito agora veio disposta e aparentemente com intenção de dar uma grossa faxina na imagem cristalizada de 2014.

Talvez com uma boa assessoria na retaguarda, bem diferente daquela da eleição passada, já deu início aos trabalhos. Aqui e ali, nas redes sociais, começaram a aparecer conversas de apoio às causas LGBT nos momentos em que o assunto são direitos civis. No segundo debate entre presidenciáveis, também foi feliz  descendo a lenha no ex apoiado Aécio Neves e lavando a cara daquele adversário que a gente não cita o nome no tocante ao incentivo à violência e à desigualdade entre os gêneros, diante da mal disfarçada defesa do outro quanto aos salários menores para as mulheres. Ah, e reafirmou mais uma vez o estado laico.

Enfim, a campanha está apenas começando, mas confesso que tô simpatizando com a Marina de novo. Vamos ver se dessa vez ela segura a onda.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

FIQUEI AMIGO DA SONIA BRAGA

Redes sociais são mesmo uma febre, e um vício. Há um tempinho atrás falei mais ou menos disso no post O Jô Soares Não Tem Twitter. Se ficar curioso, é só jogar ali na busca ou procurar no arquivo do blog.
Então, sem twitter ainda tô, mas capitulei ao facebook. Tempos que um monte de gente ficava me cobrando de entrar, mas me dava uma certa preguiça. Foi assim também com orkut, o primo pobre das redes que anda meio abandonadinho.
Bom, uma das coisas que os dois têm em comum é a indicação de amigos. O face ainda fala assim, "pessoas que você talvez conheça". Por alguma razão, eles acharam que talvez eu conhecesse a Sônia Braga, e me indicaram. Ah, nos dois (orkut e FB) acontece a mesma coisa engraçada. Te indicam a pessoa, e quando você vai lá fazer amizade, falam assim "Essa pessoa já tem amigos demais". Hã??? Mas fui eu que procurei? Se eu não podia ser amigo dela, pra que me indicaram?
Felizmente, e estranhamente, esse não foi o caso da Soninha. Por incrível que pareça ela ainda tinha espaço pra mim, e me aceitou praticamente na mesma hora. Agora a gente é chapa e eu posso trocar idéia com ela. Como eu divulgo as atualizações do blog no face, provavelmente ela vai vir aqui ler. Pior que fiz um post meio feio dela, espero que ela não recorra ao arquivo e ache... 
Enfim, sei que minha amiga Sônia Braga pode ser um carinha de uns 12 anos, que pela escolha do personagem tem um futuro promissor pela frente. Sei também que pode ser um octagenário a fim de uma pegueichon virtual com uns brotos iludidos com o sex appeal da estrela. É, mas também pode ser a própria, daí meu face deu uma enriquecida no quesito celebridade. 

*Tô bobo, enquanto eu escrevia aqui o pessoal do facebook me ofereceu a Aretha Marcos, filha da Vanusa com o Antônio Marcos, também como uma pessoa que eu talvez conheça. Será que corro atrás?